MISSÃO DO BAILUNDO – Nossa Senhora da Assunção

 

Missão Católica do Bailundo

Ao fim do século XIX, estavam lançados os alicerces para a ocupação de muitas zonas. Caconda e Bailundo passaram a ser as duas grandes missões a partir das quais viriam a desmembrar-se muitas outras. É de salientar que à volta da missão se encontravam estruturas importantes, como: uma escola primária com numerosos alunos que ali viviam em sistema de internato e com o andar do tempo a Missão adquiriu uma tipografia que muito facilitou os trabalhos. Também é digno de menção a existência de oficinas e à volta da Missão encontramos vastos terrenos para a agricultura. Os missionários, de facto, entre os vários requisitos na escolha do lugar para a fundação de uma Missão tinham presente que ela devia ser situada lá onde o ambiente natural possa facilitar a vida. Mons. Keiling numa sua carta enviada ao Cardeal Perfeito dizia:

«Cette mission compte aujourd’hui 30 ans d’existence. Comme le grain de sénevé, elle est devenue un grand arbre dont les rameaux recouvrent tout un pays qui a admirablement accepté la bonne nouvelle de l’Evangile.(…) C’est une immense réseau, consolante emprise de l’Eglise catholique, laissant relativement peu de centres importantes aux mains des protestants.(…) C’est bien consolant, mais le personnel (3 Péres) et les ressources sont tout à fait insuffisants».[1]

Como podemos notar, a Missão situava-se num território onde os protestantes tinham feito já muitos progressos. Mas isto não impediu o florescimento da Igreja Católica. Esta Missão é tida como ‘mãe’ das Missões no Huambo. Aqui trabalharam vários missionários do Espírito Santo sobretudo de nacionalidade portuguesa. O último deles foi o Revmo. Sr. Pe. José Afonso Moreira, que aqui deu o melhor de si, sobretudo nos anos de guerra. Foram mais de quarenta anos de missão. Infelizmente, foi assassinado, exactamente nesta Missão a 08 de Fevereiro de 2006. Desde 2008, é Superior desta Missão o Revmo Pe. Domingos Balessi, dos Missionários do Espírito Santo.

[1] A. P. F., N. S., Lettere…,vol. 925b, f. 198r.

(A Arquidiocese do Huambo desde a suas origens, Pe. Agostinho Ekongo)