MISSÃO DE BIMBE – Nossa Senhora da Anunciação

A Missão Católica do Bimbe, actualmente chamada Janjo, geograficamente, situa-se ao norte da Província do Huambo no Município do Bailundo a 75Km da sede municipal, na Comuna de Luvemba e da sede provincial dista à l50 Km, fazendo fronteira com o Kwanza-Sul. Passando pelo Alto-Hama, dista a uns 95 Kms da sede municipal do Bailundo. Dada a distância que os cristãos percorriam indo até a Missão do Bailundo para aí cumprirem os seus deveres, eis que houve necessidade da fundação da nova Missão, chamada Bimbe, que facilitou de que maneira a participação mais activa dos cristãos nos actos litúrgicos e formação integral da pessoa humana. Foi fundada pelo saudoso Reverendo Padre José Feltin. Na altura incluía o território da Administração da Comuna do Bimbe, Hengue e uma parte do Município do Londwimbale nomeadamente Cumbila e Galanga.  O Padre quando funda a Missão foi recebido pelo soba Ecumba e o século Pili. Residia no Bailundo e dali saia para evangelizar o povo da Missão desde que chegou em Angola em 1924. A sua dedicação e zelo pastoral verificaram-se também nos seus vigários Padres Kernevez e o Padre Emílio Gaeter.

Em 1937 o Padre fundador da Missão é transferido para Missão Católica do Canhe, posteriormente foi à França sua terra natal por motivo de saúde e é substituído pelo Padre José Baur, estando sozinho na missão. Depois veio o Padre Le Guennec que trabalhou, dando a continuidade na obra missionária por tantos anos e morreu em 1960; foi sepultado no cemitério desta Missão. Hoje no cemitério encontramos três sepulcros dos missionários que passaram por cá a evangelizar: Padre José Baur, Pe. Gregório Le Guennec e o Pe. Emílio Gaerthner. De 1929 até 1970 a Missão tinha 45000 cristãos católicos. De 1929 data em que a Missão foi fundada até 1976 deram o melhor de si na causa do evangelho os seguintes Padres: José Feltin, Valente, Emílio, Le Guennec, Baur, Adolfo, Moreira, Castilho Cabral, Mendes, Jacob, Abel, José Dias Fundador da Missão do Hengue, Pedro e o Pe. Faustino Felo.  O Pe. Faustino Feio Foi o último a passar nesta Missão antes da guerra começar. Chegou em 1972 para coadjuvar o Pe. Mendes. Depois sai e fica o Pe. Felo sozinho por dois (2) anos e começa a guerra que destruiu a Missão. Em 1976 o Pe. Felo e as irmãs abandonam a Missão por força maior da conturbação política que assolava o País. A partir daí a Missão começa a ser destruída pelos efeitos da guerra. Já ninguém passava ali porque era o campo de batalha. A imagem da infra-estrutura da Igreja da Missão em causa, demonstra quão era a sua beleza. Como se não bastasse, era uma das maiores Igrejas e arquitectónica a nível d’ África.

O desabamento do tecto foi em 1979 através dos estrondos das bombas que caiam nos arredores da Missão. Depois da assinatura dos acordos de paz de 31 de Maio de 1991 em Portugal — Bissesse, a Missão foi assistida espiritualmente pelo Padre Moreira de feliz memória que vinha sempre do Bailundo. Por ter acumulado muitas actividades pastorais suspende a assistência espiritual em 1994, pois que, era o mesmo que respondia pela Missão do Bailundo — Hanga, Missão do Hengue, Missão do Mungo — Monte Alegre e Missão de Kayumbuka. No fim de 1997 a Arquidiocese do Huambo formou uma equipa missionária móvel que visitava as missões abandonadas. A equipa ora formada, era composta pelos seguintes Padres: Pe. Mateus Feliciano Tomás de feliz memória, Primeiro Bispo do Namibe, Pe. José Maria Kavinokeka também de feliz memória, Pe. José Tchitumba, Pe. José Maria da Kunha, Pe. Marcial Benjamim, Pe. Emílio Sasoma e o Pe. António Mário Vigário Geral da Arquidiocese como responsável e supervisor do grupo missionário da equipa móvel. Assim, a missão em causa, de 1997 até 1998 foi contemplada por esta equipa que veio também a suspender por iniciar outro conflito político-militar de 1998. Com o memorando dos acordos de paz do Luena-Moxico de 4 de Abril de 2002 o país vive mais uma vez o risonho da paz que se tinha perdido. Deus Abençoou Angola. Por isso, a equipa móvel retoma as suas actividades pastorais neste mesmo ano dos acordos de paz até ao ano 2005, no qual o Sr. Arcebispo Dom José de Queirós Alves nomeou o Reverendíssimo Sr. Pe. Evaristo Costa Vianga como Pároco desta Missão. No meio de tantas dificuldades a Missão começa a ser reconstruída, começando pela residência dos Padres. O Pe. Evaristo Costa Vianga Trabalhou sozinho nesta Missão até dia 27 de Junho de 2007 quando o Sr. Arcebispo nomeia o Vigário paroquial desta Missão (Pe. Alberto Graciano Sambundu, actual Pároco da Missão). Os dois trabalharam até 1 de Junho de 2008. Neste mesmo ano, por razões óbvias o pároco foi forçado a abandonar a Missão, ficando o Vigário paroquial sozinho até dia 12 de Setembro 2009. O Bispo enviou outros Padres para coadjuvar o vice Pároco da Missão.

Assim, o Pároco foi coadjuvado pelos dois padres: Pe Francisco Loneke e o Pe. Albino Pakisi. Tendo sido transferido o Pe. Francisco Loneke para a Paróquia do Ukuma, fica o Pe. Albino Pakisi como Vigário paroquial da Missão e aquele que era Vigário passou a exercer as funções de Pároco da Missão pela nomeação do Arcebispo do Huambo. Em 2011 chega o Pe. Alcino H. Tchingueta Epalanga para coadjuvar o pároco. Depois da sua transferência para o Seminário Maior de Filosofia, isto é, em 2012 chega o Pe. Amílcar Sapitango Jamba como vigário da Missão, neste mesmo ano. Por sua vez, é transferido para a Paróquia da Vila-Nova (Tchikala-Tcholohanga) em 2013. No dia 10 de Março de 2013 chega o Diácono Francisco Tchimuku Mwenho e que depois da sua ordenação sacerdotal exerceu as funções de Vigário Paroquial nesta Missão, até à sua saída da mesma Missão, no dia 08 de Março quando é transferido para a Missão do Monte Alegre. Por sua vez, no dia 15 de Março de 2015, chega o Reverendíssimo Padre Abílio Henrique Lupenha, como Vigário Paroquial da Missão em causa. Ainda em 2013 chegam as Madres da Congregação das Irmãs do Santíssimo Salvador para reabrir a comunidade feminina fechada em 1975, por causa da guerra desde que chegaram à esta missão em 1936 a pedido do Padre fundador desta Missão. Vieram com o mesmo espírito de trabalho pelo qual o Pe. José Feltin fundador, desejou ter na Missão, logo que aquela Congregação foi chamada para o Hospital de Luanda. Elas estão a dar a continuidade na obra missionária, recebem de braços abertos todos os enfermos que a elas recorrem e na promoção da mulher, dando aulas domésticas, e não só… Pouco a pouco a vida da Missão começa a se transformar.