MISSA CRISMAL

 

A Missa Crismal, presidida pelo bispo e concelebrada pelos presbíteros da diocese, é a celebração na qual se consagra o santo crisma (daqui vem o nome de “missa crismal”) e se abençoa também os demais óleos (que serão usados nos enfermos e batismos).

A palavra “crisma” vem do latim “chrisma”, que significa “unção”. O crisma é a matéria sacramental com a qual são ungidos os novos batizados, os que recebem a Confirmação e os sacerdotes e bispos em sua ordenação, entre outras funções.

A consagração do crisma e a bênção dos outros óleos é considerada como uma das principais manifestações da plenitude sacerdotal do bispo.

O rito da missa crismal inclui a renovação das promessas sacerdotais. Após a homilia, o bispo convida seus sacerdotes a renovar sua consagração e dedicação a Cristo e à Igreja. Juntos, prometem solenemente unir-se mais a Cristo, ser ministros fiéis dele, ensinar e oferecer o santo sacrifício em seu nome, bem como conduzir outros a Ele.

Portanto, outro tema importante da missa crismal é o sacerdócio. Ao entregar o mistério da Eucaristia à Igreja, Jesus também instituiu o sacerdócio.

Em geral, esta missa é celebrada na Catedral de cada diocese, na Quinta-Feira Santa. Mas, por razões de conveniência pastoral, pode ser adiantada para outro dia da Semana Santa, como aconteceu na nossa Arquidiocese, onde a Missa Crismal teve na terça feira Santa do dia 11 de Abril, na Paróquia Mãe da Arquidiocese do Huambo(Sé-Catedral) às 10 horas.  Dom José de Queirós Alves foi o Presidente da Celebração Eucarística. A celebração contou com um número considerável de sacerdotes, ou seja, quase todos os sacerdotes presentes na Arquidiocese renovaram as suas promessas.

Dom José de Queirós sublinho a a importância deste dia na vida dos cristãos sem olvidar o grande Congresso Eucarístico.

“Está missa está na linha dos grandes mistérios de Cristo: sacerdócio de Cristo e os sacramentos da vida. Cristo é o salvador. É a fonte de água viva. Celebramos o dom do Sacerdócio; o Sacerdote liga-se a Cristo, ao Cristo Deis é Homem, o Cristo Mediador. O Sacerdote está unido a Cristo, mas virado para os homens. Cristo depois da ressurreição saudava os apóstolos com as palavras: a paz esteja convosco. A nossa palavra deve ser sempre esta mensagem de paz. A nossa missão é de dádiva de graças, por isso temos de ter esta disposição interior: sentir que Cristo está a encher de bênçãos o mundo e viver nesta paz do Senhor e comunica-la.  O Evangelho de hoje mostra-nos Cristo como a grande mensagem de Esperança.  Neste ano Eucarístico somos chamados a exercer de um modo particular o sacramento da reconciliação, que está intimamente ligado à Eucaristia. Sacramento da alegria, da libertação interior e do encontro amoroso de Cristo com os seus irmãos. Um outro pulmão espiritual, neste ano, para nossa espiritualidade em Angola, é a Eucaristia. Estamos num ano Eucarístico. A nossa Quinta Feira Santa é uma data especial e está Eucaristia da fraternidade sacerdotal deve ser um encontro muito especial e muito íntimo com o nosso Cristo é com os irmãos presbíteros e fieis”, disse o Arcebispo na sua homilia.