MEMÓRIA DESCRITIVA DO LOGÓTIPO

 

MEMÓRIA DESCRITIVA DO LOGÓTIPO

Sob os auspícios da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, realizar-se-á, de 12 a 18 de Junho de 2017, o PRIMEIRO CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL, na Arquidiocese do Huambo. Huambo é uma cidade histórica, se olharmos por aquilo que ela representa no contexto da segunda fase da Evangelização de Angola (cujo ponto de arranque foi o centro Sul de Angola). Ao lado das razões que motivaram a iniciativa da CEAST em realizar o Congresso e a escolha da Arquidiocese do Huambo como cidade anfitriã do mesmo, junta-se uma outra, que andou velada na memória de muitos, mas que no seu silêncio se impunha- acreditamos: trata-se de Angola celebrar também, no presente ano, 25 anos da visita história do Papa João Paulo II a Angola, em 1992, cuja primeira Missa foi na Arquidiocese do Huambo, a 05 de Junho.

Portanto, naqueles dias, Huambo se tornará naquela pequena aldeia que como Emaús acolherá os delegados vindos de todas as Dioceses e Arquidioceses de Angola e quantos se reveem naqueles dois discípulos de Emaús que reconhecem o Senhor Ressuscitado, ao partir do Pão (cfr. Lc 24, 13-34).

Esta ideia inspirou a temática, o tema e o lema do I CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL DE ANGOLA, que se veem reflectidos na imagem gráfica do logotipo do mesmo. Com efeito, é no contexto da NOVA EVANGELIZAÇÃO DE ANGOLA (temática) que se realiza o I CENA, com o tema “ RECONHECERAM-NO AO PARTIR DO PÃO”, e o lema “HOJE ANGOLA É EMAÚS”.

Assim, a memória descritiva do logótipo pode ser expressa na seguinte explicação da imagem gráfica apresentada:

  • A imagem redonda, em forma de globo, com o mapa de Angola dentro, tem um duplo sentido: um sentido holístico, na medida em que o Congresso vai congregar os cristãos de toda Angola, e um sentido de partilha e comunhão, congeniais ao próprio Sacramento da Eucaristia, representado pelo Pão Eucarístico. No primeiro sentido se pode ler a ideia da reconciliação efectiva dos angolanos, expressa na Oração do Congresso, cuja força só pode vir da Eucaristia, onde Cristo, superando as barreiras que separavam os povos fez deles um só povo, reconciliando-os com Deus e ensinando-os a reconciliar-se uns com os outros. E porque Ele continua a “imolar-Se em todos os altares do mundo”, a Eucaristia se torna fonte de unidade e da reconciliação nacional efectiva (na mesa eucarística, os inimigos, querendo ou não, tornam-se amigos, isto é, reconciliados);
  • No centro da imagem redonda e do mapa de Angola temos, ao mesmo tempo duas imagens: uma amarelada representando o sol, com a inscrição central JHS. Esta imagem com a respectiva inscrição, traduzem a relação entre o mistério da encarnação e da redenção do Filho de Deus. JHS quer dizer: Iesus Homo Salvator. O Sol, como sabemos, é um dos elementos da natureza que mais influência tem na terra. O Sol dá vida, luz e calor: sem o Sol tudo o que é vivo morreria. Ele é certamente uma fonte de vida, de alegria… O concentrado da redenção está no Pão Eucarístico, partido pelas mãos do Mestre e dado pela vida do mundo.
  • A Cruz: no ponto relativamente mais alto do mapa, ergue-se o sinal da cruz, em cor verde, que banha todo o território de Angola. Esta configuração sugere claramente a fé acolhida, com o grande marco do Baptismo e da Eucaristia e suscita o compromisso missionário dos angolanos, que enraizados em Cristo e cheios de esperança n’Ele, assumem a evangelização de Angola, hoje nas suas mãos. Neste sentido, a cruz e a cor verde podem ser associada ao significado de Emaús que do hebraico “hammat” significa fonte quente. Os dois discípulos de Emaús, depois de O reconhecer ao partir do Pão, confessam que lhes ardia o coração quando lhes falava pelo caminho e lhes explicava as Escrituras, e naquela mesma noite regressaram pressurosos a Jerusalém para anunciar o seu encontro com Cristo ressuscitado. Afinal, “HOJE HUAMBO É EMAÚS”!
  • As espigas: É claro o significado da sua presença, ligado imediatamente ao Pão Eucarístico, fruto da terra e do trabalho do homem. Todavia, as espigas, sobretudo cada grão, pode representar a ideia expressa na Oração do Congresso, onde se pede: “ajudai-nos, Pai Santo, a fazer das nossas vidas e das nossas famílias uma oblação pura e generosa unida à Vossa”.
  • A importância dos gestos: Jesus ressuscitado Se dá a conhecer na fração do Pão. Os discípulos não reconheceram o Seu Mestre pelo rosto, nem pela Sua aparência física, mas pelos Seus gestos. O Pão partido sugere a ideia da partilha e da comunhão que deve caracterizar a vida e a missão do cristão. Através da comunhão, nós experimentamos o amor incondicional de Deus, o Seu perdão e compaixão, e somos desafiados a partilhar o mesmo dom com os nossos irmãos e irmãs no mundo. Como dizia São João Paulo II no documento Sobre o dia do Senhor, “com efeito, para o fiel que compreendeu o sentido daquilo que realizou, a celebração da Eucaristia não pode exaurir-se no interior do templo. Como as primeiras testemunhas da ressurreição, também os cristãos, convocados cada Domingo para viverem e confessarem a presença do Ressuscitado, são chamados, na sua vida quotidiana, a tornarem-se evangelizadores e testemunhas”

A presente descrição, para além de ilustrar o que será o I CENA, convida cada cristão a encetar um caminho de descoberta, um caminho em direcção à Eucaristia e ao Ressuscitado, que continua a fazer-Se presente na vida de cada homem e mulher do nosso tempo.